quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ter um filho!

Eu queria ter um filho.
Para que ele fosse aquilo que eu não fui.
Eu o ensinaria a jogar futebol, andar de bicicleta e jogar videogame para fazermos isso juntos.
Ele seria educado, porém, não otário.
Eu o faria surpresas e essas coisas que pais modernos fazem.
Evitaria fazê-lo sofrer, chorar e sentir solidão.

Falaria com ele sobre mulheres: como elas se dizem ser, e como realmente são.

Conversaria muito com ele. Não deixaria que ele se sentisse incapaz e frustrado.
Tentaria fazê-lo ser o tipo padrão de sua geração, o que me faria sofrer, mas o faria feliz.
Meu filho conversaria com as pessoas, e sorriria... (de verdade)
Ele teria tudo que eu não tive, se eu pudesse dá-lo.
E, assim, eu o privaria do gosto amargo que eu sinto constantemente na minha boca.
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terça-feira, 20 de julho de 2010

Concordo: eu estou sempre errado!

Quanto mais tempo eu passo nesse lugar, mais eu aprendo o que eu não queria.
Quanto mais eu penso positivo, mais coisas negativas acontecem, e mais pessoas tentam me convencer de que eu preciso pensar positivo para que as coisas deem certo.
E são estas mesmas pessoas que, na maioria das vezes, me colocam pra baixo, me colocam defeitos, falam que estou sempre errado ou que eu mereço tudo de ruim que acontece comigo...e essas pessoas muitas vezes são quem eu chamo de "amigos"... e normalmente são pessoas que não passaram pelas experiências ruins que passei.

Porque mesmo que todos neguem, eu tenho comigo isso como certeza: experiências ruins são capazes de ensinar mais do que as boas. Porque as ruins nos ensinam a entender a vida sob o ponto de vista dos outros. As boas, quase sempre só nos ensinam sobre nós mesmos.
Alguém que nunca teve que recomeçar a vida, nunca entenderá o outro. E nunca entenderá que querer não é poder. Nunca será questionador de si mesmo e da própria vida; só questionará o outro.

E ao perceber que dar risada de si mesmo não tem graça nenhuma, aprenderá que não tem graça dar risada das desgraças dos outros.

Não acho que temos que ser sisudos quando crescemos, para parecermos adultos.
Mas é inevitável perceber que rir o tempo todo só é possível para uma pessoa irresponsável, normalmente um adolescente. Risadas, aliás, que muitas vezes estão escondendo mágoa, rancor, insegurança, medo...

O brasileiro é um povo feliz justamente por ser um povo triste. Somos instruídos a esconder a dor com falsos sorrisos idiotas.
Sinceramente, não é pra mim.
Não quero estar com gente que só me quer quando eu estiver bem.
E reafirmo: foi sempre que eu estava na merda, que conheci as melhores pessoas.
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domingo, 4 de julho de 2010

Julgo porque julgam

Por que será que eu julgo tanto as pessoas?
Por que será que eu tenho essa mania irritante de olhar para todo mundo e encontrar comportamentos questionáveis?

A resposta é mais simples do que se imagina. Aliás, é tão simples que eu não deveria nem ser questionado sobre isso: critico os outros porque cresci sendo criticado por eles.
É a filosofia de vida "Eminem"(aquele rapper branco). Lembro de uma vez ter lido que ele falou que o que ele faz é devolver aos outros tudo que fizeram com ele durante sua vida. E é isso mesmo. Ninguém se torna questionador de graça. A partir do momento que se é questionado, você procura saber por que você está sendo tão questionado. E essa procura o leva a que?? Questionar!!

Eu não critico roupas. Não falo que "fulano" é ruim porque combinou uma meia rosa com uma camisa amarela e, além disso, está chupando um pirulito que deixa a língua azul. Isso, além de não ser um comentário muito masculino, não muda nada no mundo.

Minhas críticas são sobre comportamento. São contra o orgulho e o ego das pessoas. Porque acho que isso muda SIM a relação delas com o mundo e COMIGO. O mundo estaria um pouco melhor sem ego (egoísmo, egocentrismo)! E a minha vida também estaria.

Sendo assim, minha filosofia de vida: eu não posso mudar o mundo e as pessoas, mas eu posso devolver a elas os reflexos de tudo que fizeram e fazem comigo direta ou indiretamente. Inclusive coisas boas, se me fizerem coisas boas. ;-)
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Mulheres e seu Universo Paralelo

Não vou falar sobre a parte física de uma mulher. Isso é indiscutivelmente admirável e fica parecendo coisa de adolescente querendo se auto-afirmar.

Tem um pouco a ver com a postagem anterior. As mulheres são as mais "atingidas" por essa inocência de ver a vida como ela não é.

Raramente uma mulher sente o peso nos ombros quando chega a hora de crescer. Para as mulheres, cresce-se quando crescem os seios, aprende-se a maquiar, aprende-se a beijar, e quando se perde a virgindade. Tanto que existe a expressão "virou mulher" para esta ocasião. É uma expressão antiga, mas o sentido que ela carrega tem tudo a ver com o que estou falando e ainda vale na cabeça das mulheres (ditas) modernas.

Mas, "mulheres modernas"?
Nem acho que são.
Ainda vejo muitos jogos nas suas atitudes.
Não são assim tão cheias de atitudes...

essa que é a verdade.

As mulheres associam atitude e modernidade no ato de contrariar o senso comum. Mas este senso comum contrariado por elas, é o senso comum de suas bisavós. O que elas fazem, hoje, é simplesmente construir o senso comum. E este, por sinal, nem está tão mudado assim. O que se faz, é muito barulho, somente.

A mulher é moderna na hora que convém. A maioria das mulheres que se dizem independentes, procuram um homem rico para se relacionar. Por que o homem precisa ser rico? Ela não dá conta do recado sozinha? Ela não é independente?

O mais comum é ver uma mulher dirigindo - com o nariz empinado - o carrão de um marido rico. Também é comum ouvirmos elas dizerem "meu namorado/marido é dono de uma empresa [...] ele é doutor [...]". As mulheres se habituaram a crescer sem o peso de terem que construir suas vidas. Cresceram acostumadas a "tirar onda" com aquilo que não as pertence; com aquilo que elas não lutaram para conseguir. Muitas não trabalham desde cedo (para o homem é mais vergonhoso não trabalhar), e quando ficam mais velhas, já começam a caça por um homem que possa sustentá-las quando os "pais" não o fizerem mais. Na maioria das vezes, até os estudos; a faculdade, são pretextos para outras coisas (festas, status), e não visando uma melhoria financeira necessária, porque nem sempre elas realmente necessitam disso (já que quem necessita é o homem escolhido por elas).

Isso explica o porquê de a grande maioria das pessoas que usam frases-otimistas-prontas serem mulheres. É muito mais fácil para elas dizerem coisas como "você tem inveja de mim", "é feliz quem merece", "Deus capacita os escolhidos", "a fila anda", "tá com inveja, entra na fila".... e muitas outras coisas que se vê em orkut e se ouve por aí na rua, e até pessoalmente e diretamente, porque não sabem como é difícil e custa caro ter as coisas.

ALGUMAS costumam crescer quando tem filhos. Acho que o sofrimento que começa na gravidez e continua com a dificuldade e responsabilidade de se criar um filho, dá um "tapa na cara" de muitas. Mas ainda acho que, hoje em dia, a maioria nem isso sente. Afinal, se o namorado (normalmente o pai do namorado) tiver dinheiro, o peso (ou não) de um filho é sentido (ou não) por ele.

Observação: é importante dizer que, quando se faz uma crítica, faz-se baseando-se nos padrões. Existem exceções, mesmo que nesse caso a palavra exceção talvez esteja sendo usada na ocasião em que ela mais significa!

E, apesar de tudo, tenho conhecido mulheres com cabeças mais admiráveis ultimamente. Nunca pensei que uma Faculdade fosse me colocar em contato com mais pessoas deste tipo do que eu encontrei durante minha vida. Mesmo que a própria faculdade destrua cabeças antes admiráveis e as transforme em abomináveis, ainda é possível encontrar mulheres que realmente valem a pena ter uma boa conversa ou algo mais.

E é uma pena que, apesar de tudo, o aprendizado e os "tapas na cara" nos fazem muito mais seguros sobre o que as mulheres têm de ruim, do que o que têm de bom.

E parabéns às EXCEÇÕES (com maiúsculas, tamanho o significado dessa palavra nesse quesito)!
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Cicatrizes

Pessoas sem cicatrizes se tornam pessoas inocentes.
Acham que querer é poder, mas não veem que é porque sempre têm alguém a quem recorrer. É muito fácil condenar a fraqueza nas pessoas quando você está forte. Ou talvez, você condena a fraqueza no outro porque você NÃO É FORTE também. É aquela velha história de chamar a atenção para um "defeito" do outro porque, enquanto estiverem olhando para ele, não estarão vendo esse mesmo defeito em você.

Eu realmente acredito que algumas pessoas são realmente fortes por dentro. Eu percebo isso em muitas pessoas. Mas ainda acho que, para ser assim, você precisa "trabalhar sua mente" de uma forma muito disciplinada. Mas acho também, que isso traz uma certa visão "mágica" sobre o mundo. A pessoa se torna tão inocente a ponto de achar que felicidade e sucesso são coisas que você consegue pelo simples fato de querer. É a "filosofia" do "querer é poder", "quem quer, consegue"... pura bobagem.

Mais uma vez eu digo: pessoas que tem essa filosofia arrogante de vida só não percebem uma coisa. Elas têm a quem se apegar (e não é Deus). Elas sabem que serão ajudadas pelos pais, por avós, por outros parentes ou conhecidos quando precisarem. Não são seguras de si, como gostam de se orgulhar. Elas são seguras de que têm a quem recorrer!! E É ISSO que as dá a segurança de dizer que são perfeitas, que são melhores, e que os outros morrem de inveja delas.

E isso nem sempre muda. Se a pessoa nunca se deparar com a necessidade de construir a sua vida do zero, sem um apoio financeiro de outros, ela nunca vai mudar. Se ela ganhar tudo de "mão beijada", ela vai ser eternamente inocente em relação ao mundo. E vai continuar achando que fracasso e derrota são coisas para gente preguiçosa e indisciplinada. E muitos nunca se deparam com essa verdade e morrem felizes. Bom para eles...ruim para quem teve que aturá-los durante a vida dura.
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