sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O relógio de deus está sem bateria.

"Menino, entregue tudo nas mãos de Deus que Ele sabe o que faz!"
Deus sabe o que faz?
Como?
Eu ouço essa frase desde criança.
Hoje não sou mais menino...sou um homem.
E continuo ouvindo isso.
E nada mudou!

"É que não chegou a hora ainda. Deus sabe a hora certa!"
Mas que hora será?
Se ele realmente soubesse, a hora já tinha chegado.

"Mas é que Deus escreve certo por linhas tortas!"

Se deus realmente soubesse do que falo;
se fosse capaz de me ouvir desde quando eu tento fazê-lo me ouvir;
se recebesse minha vida como eu a entreguei para ele um dia;
Ele saberia do que preciso e do que tanto reclamo.
Ele, portanto, sabe que já agora está tarde.

Deus saberia, aliás, da condição humana.
Saberia do que é feito um homem.
E não deixaria um que até então acreditava, mudar de postura, mudar de lado!
E se deus escreve certo por linhas tortas,
quem sabe, então, eu não tenha me acidentado numa destas curvas e morri para o mundo?
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Uma Análise do Discurso Acadêmico Como Potencializador do Status Dentro da Instituição de Ensino, à Luz da Representação do Doutor no Contexto Social

Calma! Antes de qualquer coisa, o título dessa postagem é uma encheção de linguiça sem sentido. É apenas para parodiar o próprio padrão de escrita usado nos títulos das teses de doutorado.

Por que Teses de Doutorado têm que ter títulos gigantescos e que não explicam o objetivo da tese por si só?

Enfim...

Acompanhei essa semana um Congresso de Letras, Artes e Cultura que aconteceu aqui na Universidade. Esteve muito bom, foi produtivo de certa forma.
Mas uma coisa me chamou muito a atenção!
Pessoas criam teses e dissertações sobre coisas mais absurdas. Uns veem coisas onde não tem; outros, criam fórmulas matemáticas absurdas para falar sobre linguagem. As fórmulas começam a girar na tela como hélices e o autor compara isso tudo com a obra de um escritor famoso! Como assim???

De certa forma, acho que isso me tranquiliza um pouco em relação a tentar mais tarde um doutorado.

Outro fato que me chamou bastante a atenção foi o grande número de pessoas que estudam sites de relacionamento, instant messengers, essas coisas... são coisas muito curiosas que eu realmente não imaginava que alguém conseguisse "bolar" um estudo em cima dessas coisas. Até imagino um estudo sobre esse tipo de coisa, mas não da forma que foi abordada.

Bom, explicando a grosso modo o título desta postagem, o que eu quis dizer foi que os mestrandos, doutorandos, ou doutores, parecem sempre querer fazer questão de tornar suas explicações complicadas para parcerem gênios de intelectualidade inalcançável. É um modo de se valorizarem e de valorizarem o título "pomposo" que carregam. E comparei isso ao status que eles, por terem tal formação grandiosa, ocupam na sociedade.

Ou seja, o que vemos dentro da Universidade é o reflexo do que vemos fora dela. Pessoas usam-se de artifícios para se sobressairem em relação aos demais. Para parecerem pessoas melhores do que realmente são. Como semi-deuses mesmo (digo "semi" porque normalmente eles, mesmo com tanto orgulho, conseguem ainda se colocar abaixo de um ser superior que eles acreditam).

Apesar disso, tenho que ressaltar que isso me parece ser a minoria ali. Muitas pessoas estão ali defendendo mesmo uma melhora de vida e um maior crescimento profissional. Estabelecem assim, uma boa relação com os "meros mortais" mostrando-se humildes no seu contato com eles.
É uma troca muito interessante de informação.

É claro que como o blog se propõe a fazer críticas, a intenção era mesmo criticar o ego de muitos desses profissionais. Mas, neste caso, não poderia ter deixado de fazer a ressalva, que aliás, sempre que tenho a oportunidade, gosto de fazê-la.
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Seria Deus o "fator externo"?

Existe alguma força superior no mundo. Todo mundo a sente, e cada um a chama por um nome diferente, dependendo de sua crença. Uns chamam de Deus, outros chamam de sorte, outros de acaso, outros de destino, outros de força de vontade... enfim...

eu, particularmente, chamo de fator externo.
Explico: se eu gosto de uma mulher, eu tenho que dar o primeiro passo e me aproximar dela.
A partir daí, muitas coisas diferentes podem acontecer:

  1. ela pode sair fora e nem deixar que eu fale com ela;
  2. ela pode deixar que eu fale e me dizer um "NÃO";
  3. ela pode deixar que eu fale e me dizer um "SIM";
  4. ela pode fazer "cu doce" e depois dizer "SIM";
  5. ela pode dizer "NÃO" até que eu parta pra cima e ela deixe acontecer...

entre outras tantas possibilidades.

Fato é que eu não controlo qual destas opções de 1 a 5 acontecerá. Isso já não é mais minha parte. É o fator externo. Eu controlo a mim mesmo, mas o outro, infelizmente, não!

Muitas pessoas tentaram me convencer, durante a minha vida, que eu sou o único responsável por tudo aquilo (e aquelas) que não conquistei. Falam que não tive força de vontade, que espero que as coisas caiam do céu sem esforço... enfim, pessoas que mal me conhecem e não viveram metade do que vivi tentam destruir minha auto-estima ao invés de tentar "clarear" as coisas pra mim. A outra parte fala sobre vontade de deus, que ele sabe a hora certa de tudo...ou o destino.

Realmente eu resolvi desistir de algumas coisas antes de me empenhar mais. Mas em outros casos - a maioria - quem resolveu meu futuro mesmo foi o fator externo - aquilo que eu não posso controlar. Seria deus o fator externo? Seria o meu destino ser quem sou, mesmo sendo muitas coisas que eu não queria ser? E não estou tentando justificar minhas derrotas não. Todo ser humano livre de hipocrisia consegue ver até onde ele pode ir, e a partir de onde ele não tem mais controle sobre sua própria vida. É quando sentimos essa COISA multi-nomes fazer o seu papel.
Imagina se bastasse querer e se esforçar para alcançar sucesso. Todo mundo viveria bem, seria rico, feliz... chega a ser até uma "filosofia de vida" inocente achar que isso é verdade!

Tem um outro lado também. Aqueles que sempre alcançaram tudo com muita facilidade e gritam pro mundo que "fizeram por onde" para conseguirem tudo que têm! Mais uma vez, eu digo: o fator externo foi bom com eles.

Não estou desmerecendo ninguém, nem "arrumando desculpas" para aquilo que não tenho! Só queria que as pessoas tivessem um olhar mais crítico.

Só acho realmente muito triste que as pessoas não aprendam a olhar para os lados para aprender que a vida não é uma fórmula matemática. Talvez esteja mais para uma fórmula de farmácia, cheia de contra-indicações.

* OBS.: "deus" está escrito com letras minúsculas de forma consciente.
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