quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Uma Análise do Discurso Acadêmico Como Potencializador do Status Dentro da Instituição de Ensino, à Luz da Representação do Doutor no Contexto Social

Calma! Antes de qualquer coisa, o título dessa postagem é uma encheção de linguiça sem sentido. É apenas para parodiar o próprio padrão de escrita usado nos títulos das teses de doutorado.

Por que Teses de Doutorado têm que ter títulos gigantescos e que não explicam o objetivo da tese por si só?

Enfim...

Acompanhei essa semana um Congresso de Letras, Artes e Cultura que aconteceu aqui na Universidade. Esteve muito bom, foi produtivo de certa forma.
Mas uma coisa me chamou muito a atenção!
Pessoas criam teses e dissertações sobre coisas mais absurdas. Uns veem coisas onde não tem; outros, criam fórmulas matemáticas absurdas para falar sobre linguagem. As fórmulas começam a girar na tela como hélices e o autor compara isso tudo com a obra de um escritor famoso! Como assim???

De certa forma, acho que isso me tranquiliza um pouco em relação a tentar mais tarde um doutorado.

Outro fato que me chamou bastante a atenção foi o grande número de pessoas que estudam sites de relacionamento, instant messengers, essas coisas... são coisas muito curiosas que eu realmente não imaginava que alguém conseguisse "bolar" um estudo em cima dessas coisas. Até imagino um estudo sobre esse tipo de coisa, mas não da forma que foi abordada.

Bom, explicando a grosso modo o título desta postagem, o que eu quis dizer foi que os mestrandos, doutorandos, ou doutores, parecem sempre querer fazer questão de tornar suas explicações complicadas para parcerem gênios de intelectualidade inalcançável. É um modo de se valorizarem e de valorizarem o título "pomposo" que carregam. E comparei isso ao status que eles, por terem tal formação grandiosa, ocupam na sociedade.

Ou seja, o que vemos dentro da Universidade é o reflexo do que vemos fora dela. Pessoas usam-se de artifícios para se sobressairem em relação aos demais. Para parecerem pessoas melhores do que realmente são. Como semi-deuses mesmo (digo "semi" porque normalmente eles, mesmo com tanto orgulho, conseguem ainda se colocar abaixo de um ser superior que eles acreditam).

Apesar disso, tenho que ressaltar que isso me parece ser a minoria ali. Muitas pessoas estão ali defendendo mesmo uma melhora de vida e um maior crescimento profissional. Estabelecem assim, uma boa relação com os "meros mortais" mostrando-se humildes no seu contato com eles.
É uma troca muito interessante de informação.

É claro que como o blog se propõe a fazer críticas, a intenção era mesmo criticar o ego de muitos desses profissionais. Mas, neste caso, não poderia ter deixado de fazer a ressalva, que aliás, sempre que tenho a oportunidade, gosto de fazê-la.
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