sábado, 14 de julho de 2012

Mais do mesmo


Algumas pessoas se esquecem que religião pode não ser simplesmente uma coisa que passa pela sua vida sem deixar marcas. Pode ser que sim, pode ser que não. Você pode ser do tipo que ouviu uma música ou assistiu a um filme que mudou sua vida, como pode ser um inglês patriota e religioso que é fã dos Sex Pistols (conheço muita gente que não seria tão fã de uma banda se a conhecesse de verdade).
O mesmo acontece com nossas experiências durante a vida. Muitos são adeptos do "bola pra frente", talvez pelo fato de terem a certeza de que sua aparência ou condição financeira o levará a coisas melhores. Outros, nunca conseguiram ter, sobre si mesmos, uma noção exata do que são em relação ao olhar alheio e, talvez por isso, preferem não ter certezas. Ou talvez não seja por isso, mas por outro motivo. Uns têm carreiras muito bem arquitetadas por seus pais desde cedo e se adequam a isso de tal forma que parecem ter nascido para aquele posto. Outros, têm pais que arquitetaram coisas menos prazerosas e que, quem sabe, por isso, não foram "acatadas". Ou podem ter arquitetado uma "não-vida" por causa de uma ideologia egoísta... vai saber. Eu juro que eu queria saber.

A vida e as escolhas que fizeram para nós quando não tínhamos poder de escolha podem ser perigosas, acreditem! Nunca digam que uma pessoa não tem motivos para pensar ou FAZER determinada coisa quando só ela sabe o que pesa nas suas costas.


"David Samuels, colaborador de Tablet, perguntou a Sam Harris por que ele, como neurocientista e ateu, ocupa tanto o seu tempo com as religiões.

Harris citou um exemplo para responder que hoje em dia essa é uma questão que interessa a todos:

“Se você tiver um motorista que acredita no poder da oração, a ponto disso afetá-lo em suas decisões, ele poderá de vez em quando tirar as mãos do volante por acreditar que Jesus está no controle de tudo", disse. "Essa pessoa é perigosa, [...] e nós precisamos falar sobre isso."

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Não façam isso com suas crianças.  Deixem que decidam, mais tarde, no que querem colocar os seus esforços e sua vida. Ensinar "verdades absolutas" questionáveis não é o mesmo que ensinar a falar. Não ensine seu filho a renunciar ao pouco de bom que a vida tem para ele. Deixem que sejam jovens para que possam amadurecer.

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